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Breve Ensaio Sobre a Releitura

  • Foto do escritor: Nay Porttela
    Nay Porttela
  • 3 de jul.
  • 2 min de leitura

Seria uma questão de reciclagem quando artistas se instalam numa posição e deixam de acreditar em outros movimentos adiante, de modo que o que resta é recriar os estilos de tempos anteriores em tempos variantes?


Recontextualizando a Música


Quando inicio projetos de intérprete, que caminham junto com o meu trabalho autoral, eles surgem de um desejo de me comunicar além do meu próprio tempo.


A música existe numa interação entre lembrança e esquecimento? Ela continua lembrando seu passado, mas, ao mesmo tempo, esquece que ele é exatamente aquilo? E, quanto mais depressa evoluir, ao que parece, mais depressa esquecerá?


Lendo Milan Kundera, no livro Slowness, fiquei intrigada quando ele afirmou: “O grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória; o grau de rapidez é diretamente proporcional à intensidade do esquecimento.” Será isso verdade? Ou terá a música, hoje, precisamente por sua extrema rapidez, se tornado uma memória boa demais?


2026 tem sido um ano de fechar projetos que iniciei em 2025. No mês passado (junho), foi o álbum de sertanejo "Interior", iniciado em janeiro de 2025 com a música "Tocando em Frente". No mês retrasado (maio), fechei o álbum de bossa nova "Essentia Brasilis", também iniciado em janeiro de 2025 com "Desafinado". E, neste mês de julho, lanço, no dia 30, o álbum "Caetano Veloso por Nay", que começou em março de 2025 com a música "Você É Linda".


São diversas influências musicais que constroem a minha brasilidade. Eu ouvia de tudo quando criança. Tinha muita música clássica, muita música internacional que meu pai gosta de ouvir. Além disso, minha mãe, que cantava muito bem, gostava de cantar em casa e, assim, eles me mostravam canções antigas, coisas que já não estavam mais no ar da minha infância. Por conta da TV e do rádio, eu também ouvia muita MPB, axé, pagode e sertanejo.


Mas a música popular é muito forte e terminou me arrebatando. Nesse sentido, ninguém exerce sobre a minha mente uma ação tão importante quanto Maria Bethânia. Ela confere um imprimátur pessoal a tudo o que canta. Faz pequenas alterações, toma liberdades com a harmonia, com o ritmo e, raramente, com as letras.


Com esses projetos, alguma coisa também herdei dela... embora eu seja totalmente diferente dela... Temos o mesmo signo e a mesma lua... isso é um sinal! No final das contas, eu sou sempre "bossa nova", não importa a versão que eu cante, mesmo que a bossa nova nem sempre se pareça comigo.

 

Você Sabia?

A música Beija-Flôr entrou numa nova trend de reels no Instagram!! Agora está sendo usada em inúmeros vídeos com a frase:


"Algumas amigas nos fazem sentir como um lar. Não porque te consertam mas porque nunca te pedem para ser nada além de você mesma. Obrigada por serem vocês!"


A música já está com 52 mil vídeos!


Aniversário de 1 ano 🎂 que a música "RIO" foi lançada. 🎉 Quatro meses depois lançei a versão em inglês, "River", com a participação da cantora vietnamita Dattie Do. Uma bossa nova com letra, música e produção assinadas por mim. Vem ouvir comigo! 🎁



 
 
 

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